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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Mapa da flora apícola irá orientar apicultores do Nordeste brasileiro

Pesquisadores da Embrapa estão fazendo o mapeamento da flora apícola nos biomas da região Meio-Norte, que compreende os estados do Piauí e do Maranhão, para que os apicultores tenham informações mais precisas sobre espécies que favorecem a produção e épocas de florescimento, e possam então escolher os locais adequados à instalação de apiários. O trabalho científico vai contribuir para que produtos importantes como mel, propólis e pólen apícola cheguem mais facilmente e com menor preço ao consumidor.

                                              Sabiá. Créditos: Fernando Sinimbu

Os estudos se desenvolvem desde de 2004, permitindo o apicultor a criar novas estratégias ao manejar suas colônias de acordo com os períodos de florada das plantas, garantindo mais segurança e eficácia. Os trabalhos também irão contribuir para a conservação e incremento das plantas apícolas e das espécies de abelhas nativas nos biomas estudados.

A pesquisa avançou um pouco mais e identificou, de 2012 a 2013, no período de seca rigorosa, no bioma Caatinga, no município de São João do Piauí, 516 quilômetros a sudeste de Teresina, 67 espécies em floração, 47 gêneros e 21 famílias. “Esse estudo está permitindo identificar os vegetais que fornecem alimento às abelhas no período seco, quando poucas espécies estão florescendo e as colônias ficam fracas”, ressalta Fábia de Mello Pereira, pesquisadora da Embrapa Meio-Norte (PI).


As informações chegarão aos apicultores por meio de um livro, com fotos e todo o detalhamento da flora apícola da região. Um artigo também será disponibilizado à comunidade científica.  O estudo será concluído em dois anos, segundo previsão da pesquisadora Fábia.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Abelhas rainhas criadas em laboratório formam colmeias que produzem mais mel

As rainhas das colmeias são substituídas anualmente, quando velhas e fracas, baixando seu pico de postura influenciando diretamente na produção da colmeia.

                                                       Fonte: Google Imagens

O método bastante conhecido na produção de rainha é o método Doolittle, simples e prático, mas quer requer bastante diligência. É importante selecionar bem os materiais que serão utilizados. Consiste na transferência das larvar para cúpulas, futuramente novas rainhas até a fecundação.

O pesquisador Edney Magalhães, em Itabuna (sul da Bahia), a algum tempo desenvolve esse trabalho no apiário Ceplac, obtendo excelentes resultados. As abelhas-rainhas produzidas são distribuídas aos pequenos produtores rurais. Uma rainha nova chega a pôr até três mil ovos por dia. Rapidamente, o enxame fica numeroso chegando a 60, 70 mil indivíduos. A produtividade, é claro, também se multiplica.

A técnica demanda um período de quatro semanas e meia, em atividades de ida e vinda do laboratório ao apiário. O projeto realizado em Itabuna, pela equipe do Ceplac, atende 400 apicultores de sete associações do sul da Bahia. A meta é chegar a mil produtores até o fim do ano.


Veja mais em: http://g1.globo.com

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Novas regras poderão alavancar a criação de abelhas sem ferrão

Os criadores de abelhas sem ferrão de todo o Brasil estão mais próximos de verem como realidade a regularização de suas atividades. Em resposta às demandas de criadores e cientistas, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) do Ministério do Meio Ambiente, realizou uma reunião no fim de abril/2017 em Brasília, onde decidiu pela revisão da Resolução que regulamenta a atividade. Entre as mudanças propostas está a unificação e simplificação dos procedimentos de registro e operação dos meliponicultores em território nacional.


                                 Fonte: Fábia Pereira/Embrapa Meio-Norte


O pesquisador Cristiano Menezes, da Embrapa Amazônia Oriental, foi um dos propositores das mudanças e esteve em Brasília como um dos convidados do Conama, para a revisão da Resolução nº 346 de 16 de agosto de 2004, que até então regulava a criação dessas abelhas.

Segundo Cristiano Menezes, a nova resolução vai estimular a legalidade dos criadores. O cientista estima que existam mais 100 mil criadores no Brasil e por conta da burocracia da antiga resolução, era praticamente impossível o registro e a regularização. “As regras eram as mesmas para a criação de animais silvestres, com inscrição nacional junto ao Ibama e isso impedia a legalização dos Meliponicultores. Para se ter uma ideia, apenas 11 criadores haviam se cadastrado em todo Brasil”, comenta.

O Conama acatou as propostas feitas por criadores e cientistas e decidiu que a implantação de meliponários, que são coleções de colmeias de abelhas sem ferrão, assim como a utilização de abelhas silvestres nativas sem ferrão, serão regidas por uma nova resolução, que será promulgada nos próximos meses.

Em nota publicada pela Conama, os pontos de consenso para aperfeiçoamento da resolução foram:
1. A unificação e simplificação dos procedimentos de registro e operação dos meliponicultores brasileiros;

2. A proibição de transporte de abelhas nativas fora de sua área de distribuição original; e

3. O congelamento da criação de abelhas nativas fora de sua área de ocorrência original.

O Dr. Cristiano Menezes prevê que estas novas regras irão auxiliar a retirar da clandestinidade milhares de criadores, fortalecendo uma cadeia que tem crescido e se estruturado cada vez mais. “Na legalidade, os meliponicultores terão todos os direitos garantidos, com isso, facilitando acesso a crédito e aos selos para comercialização de seus produtos”, afirma. Ele enfatiza ainda que com desburocratização, haverá dados sobre o número de criadores no país, quais as principais espécies criadas e assim, haverá mais subsídios para direcionar mais assertivamente as pesquisas.






terça-feira, 11 de abril de 2017

Soro contra veneno de abelha é testado em humanos

A primeira fase de testes do soro para ser usado em casos de acidentes abelhas, chamado de soro antiapílico, busca alcançar 20 pacientes para avaliar a seguridade do soro. Em março de 2017 este estudo chegou à metade, com a aplicação do soro no décimo paciente picado pelos insetos.

Google Imagens

As pesquisas vinham sendo feitas há 4 anos, com parcerias entre o Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Cevap/Unesp) e o Instituto Vital Brasil.
Em 2013, liderado pela Faculdade de Medicina da Unesp e por sua Unidade de Pesquisa Clínica (Upeclin), o Estudo APIS foi entregue para análise das instâncias regulatórias no Brasil, o sistema CEP-Conep (Comitês de Ética em Pesquisa e Conselho Nacional de Saúde) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Também participam da pesquisa duas importantes instituições de ensino e pesquisa no Brasil: Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM – Uberaba/MG) e Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul – Tubarão/SC).