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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

GPAP participa da III Semana da Irrigação



Durante os dias 20 a 23 de Setembro, foi realizado no campus do IFCE Sobral a III Semana da Irrigação com o tema, Agricultura Irrigada. O Grupo de Pesquisa com Abelhas e Polinização, recebeu o convite para participar da programação do dia 21, com feiras e exposições.

                                                                 Arquivos GPAP

O evento recebeu um grande número de visitantes, pesquisadores de outros campus do IF no Ceará e de outras IES que sentiram-se interessados com o trabalho do GPAP e com essa área de pesquisas e aplicações. Questionavam não somente sobre o comportamento das abelhas e seus produtos, mas também sobre uma possível integração com a sua área de estudo.

                                                 Técnico em audiovisual Emmanuel Kant

O grupo divulgou seu trabalho, expões suas atividades e como não podia faltar, vendeu alguns produtos, como por exemplo, mel, pólen e os demais. Não com o intuito principal a lucratividade e sim a conscientização da importância do consumo dos produtos das abelhas como hábito alimentar no cotidiano das pessoas.

                                                Técnico em audiovisual Emmanuel Kant


O dia foi bastante proveitoso, a interação com esse público foi uma experiência marcante.  Queremos agradecer o convite feito pela Coordenação de Irrigação e Drenagem, através do Professor Luiz Gonzaga e da Professora Cristina. Esperamos ter colaborado bastante para com esse maravilhoso evento. Estamos a disposição.


Faça parte da campanha contra o desaparecimento do insento mais importante do planeta: Bee or not to be ?


domingo, 28 de agosto de 2016

Projeto busca combater a mortalidade das abelhas






Uma iniciativa desenvolvida no interior de São Paulo está unindo agricultores e apicultores para estudar e evitar a mortalidade de abelhas. As abelhas são responsáveis pela polinização de 73% das plantas utilizadas de forma direta ou indireta na alimentação humana. Nos últimos anos, o uso de defensivos agrícolas tem sido apontado como responsável por um alto índice de mortes do inseto.
O projeto Colmeia Viva – Mapeamento de Abelhas Participativo é uma ação do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), com apoio da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e participação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Participam da pesquisa dez produtores e a Usina São João, em Araras (SP).


O objetivo é conscientizar sobre a importância da relação entre agricultores e produtores de mel. Afinal, ambos dependem das abelhas para sobreviver. Entre outras medidas, os apicultores são orientados a colaborar na informação sobre a localização das colmeias. Eles também devem comunicar a equipe do projeto quando perceberem mortalidade de abelhas acima do normal. Aos agricultores cabe adotar uma série de boas práticas, que incluem avisar aos apicultores com três dias de antecedência quando houver aplicações aéreas de defensivos agrícolas em suas lavouras. Alertados, os produtores de mel devem proteger as suas colmeias.

Segundo o professor Osmar Malaspina, do Centro de Estudos de Insetos Sociais do Departamento de Biologia da Unesp de Rio Claro, “os resultados do primeiro ano do projeto de coexistência, aliando proteção, produtividade e desenvolvimento sustentável entre agricultura e apicultura demonstram que as práticas são conduzidas dentro dos preceitos de boas práticas”. Segundo ele, “as atividades podem ocorrer harmonicamente, fato corroborado pelo histórico de mortalidade de abelhas nas áreas de domínio da Usina São João, em Araras, antes da implementação do projeto e um ano após a implementação, quando a mortalidade em decorrência do uso inadequado de produtos fitossanitários foi reduzida a zero”.


Além do resultado imediato, o projeto terá como consequência em longo prazo um mapeamento inédito dos fatores que contribuem para a perda das abelhas, além de uma relação mais produtiva entre agricultores e apicultores.

Fonte: http://www.agrosoft.org.br

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Abelha nativa brasileira é capaz de compensar o declínio de outros polinizadores



Em quase toda a América do Sul é possível encontrar uma espécie de abelha sem ferrão nativa do Brasil, de cor negra reluzente e bastante agressiva, conhecida popularmente como irapuá ou arapuá (Trigona spinipes).

                                                                   google.img

Um estudo realizado no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), em colaboração com a University of Texas, nos Estados Unidos, constatou que a onipresença da irapuá na região sul-americana pode estar relacionada à capacidade de as abelhas reprodutoras dessa espécie se dispersarem por longas distâncias e colonizar habitats degradados.

De acordo com o pesquisador, as irapuás são polinizadoras oportunistas e generalistas – se alimentam e polinizam flores de diversas espécies de plantas nativas e culturas, como cenoura, girassol, laranja, manga, morango, abóbora, pimentão e café –, são dominantes na maioria das redes de interação entre abelhas e plantas e equivalentes às abelhas africanizadas no Brasil

A fim de avaliar se a perda e a fragmentação de áreas de floresta influenciam a dispersão e a dinâmica da população dessa espécie de abelha, os pesquisadores coletaram exemplares do inseto em fazendas de café associadas a fragmentos de Mata Atlântica e em áreas urbanas da cidade de Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais.

                                                                     google.img


Os resultados das análises estatísticas do estudo indicaram que as irapuás são capazes de se dispersar por longas distâncias, uma vez que não foi encontrada diferenciação genética entre as abelhas coletadas em uma faixa de 200 quilômetros – abelhas encontradas em São Paulo e Poços de Caldas pertenciam a uma mesma população.

“Essa espécie de abelha consegue manter um alto fluxo gênico em diferentes tipos de ambientes. Por isso, pode ser considerada um polinizador de resgate, ao compensar o declínio de outros polinizadores nativos mais sensíveis ao desmatamento”, avaliou Jaffé.
Um estudo recentemente publicado por outro grupo de pesquisadores brasileiros no início de setembro, na revista PloS One, integrante de outro Projeto Temático, apoiado pela FAPESP, comparou redes de interação entre abelhas e plantas em todo o Brasil.

Os resultados da pesquisa indicaram que as irapuás se dão melhor em ambientes degradados do que preservados.



Veja em detalhes: abelha.org.br

domingo, 17 de julho de 2016

Grupo de pesquisadores identificam reprodução de abelhas sem participação do macho




A maioria dos animais se reproduzem sexualmente, o que significa que os machos e as fêmeas são necessários para que as espécies se perpetuem. Naturalmente, a abelha não é exceção a esta regra: a abelha rainha fêmea produz nova prole por ovos que foram fertilizados por esperma de zangões. No entanto, uma população isolado de abelhas que vivem no sul da África evoluiu uma estratégia para reproduzir-se sem machos.
Uma equipe de cientistas da Universidade de Uppsala sequenciou os genomas completos de uma amostra de abelhas do Cabo (Apis mellifera capensis) e comparou-os com outras populações de abelhas para descobrir os mecanismos genéticos por trás de sua reprodução assexuada.
                                                                   http://abelha.org    

A abelha do Cabo, abelhas operárias do sexo feminino são capazes de se reproduzir assexuadamente: põem ovos que são essencialmente fertilizados pelo seu próprio DNA, que se desenvolvem em novas abelhas operárias. Essas abelhas também são capazes de invadir os ninhos de outras abelhas e continuar a reproduzir dessa forma, eventualmente, assumir os ninhos estrangeiros, um comportamento chamado parasitismo social.

A explicação do porquê essa população de abelhas na África do Sul evoluiu para se reproduzirem de maneira assexuada ainda é um mistério. No entanto a equipe de pesquisa da UU chegou mais perto de descobrir os mecanismos genéticos envolvidos. O estudo ajudará a entender como os genes controlam processos biológicos com a divisão celular e comportamento e também compreender por que as populações, por vezes, se reproduzem assexuadamente. Isso pode nos ajudar a compreender a vantagem evolutiva do sexo, que é um grande enigma para os pesquisadores evolucionistas.

FONTE:abelha.org.BR